Há anos falo sobre bruxaria na internet e gosto sempre de levar o conhecimento de forma simples, para que a magia se torne acessível a todos. Duas coisas que prezo muito ao ensinar bruxaria são: mostrar o quanto uma pessoa pode ser livre e autêntica na sua prática. Afinal, a magia (como eu sempre digo) é a arte de cada um.
Apesar de toda a facilidade e informação que costumo entregar, existe um padrão de questionamento dos iniciantes que sempre se repete.
Se eu ensino um feitiço usando uma vela verde, por exemplo, logo aparece alguém perguntando se pode substituir por uma vela branca.
E sim, pode. O ponto é que, na maioria das vezes, a resposta vai ser sim.
Isso não significa que a bruxaria é uma bagunça onde você pode faze o que quiser.
Significa que você pode fazer o que quiser, desde que não faça “bagunça”.
Ou seja, mesmo que você faça de outra forma, se estiver dentro do propósito inicial, está tudo certo.
Acredito que muitos desses questionamentos sobre substituir um ingrediente ou adaptar uma parte do feitiço venham da falta de confiança no que se está fazendo.
Essa falta de confiança pode nascer da falta de conhecimento — o que é completamente normal e aceitável para um iniciante.
No entanto, quando essas dúvidas persistem a ponto de a pessoa perguntar antes mesmo de parar para refletir, minha preocupação deixa de ser o fato de ela não saber a resposta, e passa a ser a necessidade constante de uma validação externa.
Provavelmente você já teve aquele professor na escola que, quando recebia uma pergunta, respondia com outra pergunta, fazendo você parar para pensar e chegar à resposta por conta própria.
— Nesse feitiço que se usa mel, eu posso usar melado?
— Por que melado?
— Porque a magia é para adoçamento, e o melado adoça tão bem quanto o mel.
— Então você já sabe a resposta.
Essa é uma boa alternativa para quem ainda não consegue desgrudar da saia do mentor, mas quer aprender a ser soberano na própria magia.
Praticar magia pode ser comparado ao ato de cozinhar. Tendo o conhecimento prévio, os ingredientes correspondentes ao resultado que você espera e a noção de como utilizá-los, você consegue sempre um resultado no mínimo satisfatório.
Mas se você tem tudo o que precisa e ainda assim fica paralisado esperando alguém dizer se o que está fazendo é “certo”, sua receita nunca ficará pronta.
Vista seu avental e coloque a mão na massa. Arrisque-se, faça seus testes, analise, reflita e anote seus resultados.
E se por algum motivo a receita não der certo, você ganha o conhecimento de como não fazer da próxima vez. O importante é continuar tentando e confiar, cada vez mais, no seu próprio processo.
eu Sempre tive curiosidade sobre esse estilo (como dizem, q é estilo de vida) achei interessante, mais como cresci em família religiosa eu Achava q era do “diabo” como dizem minha família, os crentes vê demônio em tudo, isso é intolerância.. e o diabo não tem ND a ver.
Na minha família sempre teve a mesma fala do típico religioso “cristão”, que no caso é a famosa “isso é coisa do diabo” “mas tal coisa é do diabo.” Sei que não tem nada a ver, mas eu sou uma pessoa que gosta de estar sozinha ou no escuro, que não esteja tão claro, na real. Então meu pai sempre chega, liga a luz ou abre a janela e fala “isso é do diabo”, não, não é. Eu apenas gosto de estar em um ambiente confortável em que a luz não necessariamente esteja batendo na minha cara.